A proposta que proíbe a realização de eventos popularmente conhecidos como “pancadão” e “baile do inferninho” gerou debate na reunião da Comissão de Cidadania da Alepe, nesta terça. O projeto de lei, de autoria do deputado Pastor Júnior Tércio, do PP, pretende coibir os encontros que não têm autorização legal para serem realizados, nos quais normalmente, o brega funk é o ritmo tocado. Parlamentares do colegiado aprovaram a realização de uma audiência pública para tratar do tema, em data a ser definida.
A presidente da Comissão, Dani Portela, do PSOL, propôs o debate mais amplo sobre o projeto, com a justificativa de que é preciso descriminalizar os movimentos da cultura das periferias. Ela destacou a importância de dialogar com os jovens. “A gente sabe o que já existe e o que está acontecendo pelo país, a criminalização de culturas periféricas. É a criminalização do passinho, do brega funk, que são expressões culturais do nosso povo de Pernambuco.”
Para o deputado Pastor Júnior Tércio, no entanto, essas celebrações só têm a finalidade de confrontarem as leis do Estado, com estímulo ao uso de drogas, apologia à prostituição e outros tipos de abusos. “Não generalizando, mas a maioria passa o dia todinho dormindo, sem fazer nada, com esses auxílios aí da vida. Aí passa a noite todinha pra cima e pra baixo tocando o terror e atrapalhando a vida de quem precisa dormir porque no outro dia vai trabalhar.”
Já o deputado Pastor Cleiton Collins, do PP, disse não ser contra nenhum estilo musical ou manifestação cultural das comunidades, mas demonstrou preocupação com festas que façam apologia ao uso de drogas.
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